domingo, 13 de dezembro de 2009

Confrontos nas ruas e tentativas de acordo em Copenhagen




Na véspera do encontro de dezenas de ministros e altos funcionários do Meio Ambiente dos 192 países, em Copenhagen,  policiais e manifesfantes se defrontaram nas ruas. O clima ficou quente, exigindo muito da força de repressão. Indiferentes ao que acontece nos bastidores, os "homens" fortes  têm esperança de conseguir  acordos que possibilitem a diminuição da emissão de gases do efeito estufa.
Estes negociadores deverão preparar o caminho para que os 110 chefes de Estado e de Governo coloquem a base para encaminhar as negociações rumo a um documento juridicamente vinculativo sobre as emissões, a fim de substituir o Protocolo de Kioto, em vigor até 2012.
A conferência, que reúne entre 7 e 18 deste mês mais de 15 mil presentes, entre delegações oficiais, ONGs e imprensa, teve um duro enfrentamento entre os países ricos e em desenvolvimento em busca de recursos para mitigar as consequências da mudança climática nas nações pobres.
O porta-voz do G77, Lumumba Stanislaus Di-Aping, disse ontem à noite que "as coisas não vão nada bem. Com toda probabilidade, esta conferência vai a fracassar, devido às más intenções de algumas pessoas", em clara alusão à atuação do Governo dinamarquês como anfitrião da reunião.
Sobre os propósitos da Dinamarca na conferência, Di-Aping respondeu que não eram "nada bons".
O fundo destas declarações é uma minuta do Governo dinamarquês sobre a divisão das responsabilidades pelos efeitos do aquecimento global que vazou e que favorecia os países desenvolvidos nos preparativos sobre a redução de dióxido de carbono (CO2).
O choque de interesses entre China, que lidera o G77, e Estados Unidos na cúpula foi espetacular, principalmente devido à postura inamovível da China de não melhorar sua oferta de corte de emissões e a recusa de Washington de financiar medidas para que a China corrija os desmandos ecológicos em sua industrialização.
Sem um acordo entre estes dois países, que juntos contribuem com 40% das emissões globais de CO2, é considerado certo que fracassará em Copenhague o objetivo de conseguir um resultado vinculativo sobre as emissões.
A conferência também esperava hoje que a União Europeia alcance um acordo sobre o financiamento para mitigar os efeitos da poluição nos países em desenvolvimento.
A respeito, o movimento ecológico Greenpeace aplaudiu a proposta do grupo de 42 países ilhéus e litorâneos Aosis para que se alcance um compromisso vinculativo em Copenhague, que inclua uma profunda redução das emissões e um sólida financiamento para o mundo em desenvolvimento.
"Um acordo legalmente vinculativo, justo e ambicioso não só é essencial para a sobrevivência das nações menores e mais vulneráveis do planeta, mas para todos nós", disse o coordenador de política climática do Greenpeace, Martin Kaiser.

Fonte: UOL

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