quinta-feira, 15 de abril de 2010

“SOS” PLANETA ÍNDIO


Pouca gente sabe, porque, quem e onde foi instituído o “Dia do índio”. A primeira “Convenção Internacional de Pátzcuaro”, realizada no México (24/ 02/1940), efetivou uma real congregação de tribos de índios do continente, por realização do “Primeiro Congresso Indigenista Interamericano”, na missão de zelar pelos direitos dos indígenas das Américas.

O Brasil não aderiu imediatamente a instituição na data, porém a pedido e intervenção do Marechal Candido Rondon realizou a sua adesão ao pacto e instituiu o Dia do Índio. Assim, apenas em 1943, (em 19 de abril), foi promulgado pelo presidente Getúlio Vargas através do decreto-lei 5540, como uma forma de relembrar o encontro do dia histórico de 1940.

Na ocasião, ironicamente, os próprios índios boicotaram o evento, com medo que suas naturais reivindicações fossem reprimidas e castigadas pela "sociedade branca". Todavia, hoje, o Governo do Brasil até surpreende na facilitação e avanços da cooperação e execução de resoluções em prol dos povos da floresta.

Na época do evento, os governos ficaram responsáveis de coletar, organizar, ordenar e distribuir informações sobre as melhorias e desenvolvimento de Políticas Indigenistas. Assim, creio que houve prosperidade da jurisprudência, da legislação, do atendimento à saúde e melhoria socioeconômica dos diversos grupos indígenas.

Por outro lado, indigenistas ( exemplos como os irmãos Villas Boas e Darcy Ribeiro) auxiliaram no desenvolvimento de pesquisas, trabalhos, atendimentos para difusão dessa cultura que envolve uma série de fatores como música, arte, gastronomia, história, medicina, folclore, lendas, antropológicos, étnicos e o labor da sobrevivência diária das tribos.

Desta forma, foi possível uma gradativa evolução de conceitos para promoção, estimulo e preparação de técnicos (enfermeiros, doutores, indigenistas, pesquisadores) no atendimento das necessidades vitais essenciais e problemáticas das tribos. Por outro lado, tal ato facilitou o intercâmbio com outras instituições e pesquisadores de temáticas indigenistas, para preservação do seu conhecimento.

O status de emergência dos povos indígenas desobrigou os movimentos índigenas a reconsiderar a sua importância perante as diferenças étnico-culturais-raciais, postura essa que se preserva até nossos dias. Todavia, num olhar étnico, percebemos que a maioria dos países latinos tem uma origem genética de nações pré-colombinas (incas, maias,etc.) como legítimos herdeiros do continente.

Dentre os inúmeros avanços a “ONU” declarou 1993 como o “Ano Internacional dos Povos Indígenas”, preparando para a etapa subseqüente para a adoção da “Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas".

Assim, fica consagrado o direito coletivo dos povos indígenas de existir, viver, conviver no seio de suas nações, com máxima segurança e paz. Em nenhuma situação os povos indígenas podem ser privados de sua subsistência, tendo garantias de justa e equilibrada compensação pelos bens de que – por gerações – foram privados.

O mínimo direito que se pode direcionar ou determinar aos povos da floresta é tenham a liberdade de escolha. Que em parcerias ou associações possam integrar o planejamento (seja na programação dos projetos ecológicos, social-culturais e/ou econômicos), motivados por todos os avanços e inovações que queiram desenvolver em seu habitat, em suas próprias instituições e que, os governos dos países – conscientes - devem apoiar e garantir.

O projeto “SOS Planeta Terra” e a direção do “Instituto Bering Fróes Eco Global” consideram de vital importância a existência dos “Povos da Floresta” pela participação ativa na preservação da biodiversidade e integridade dos ecossistemas, num exemplo perfeito de sustentabilidade no seu habitat sagrado: as florestas.

DR. Gilnei Fróes – presidente do “Instituto Bering Fróes Eco Global”

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dia da Terra




Como diz o gaúcho, “ala pucha tchê!” Qualquer idéia - de idealista - é um misto de teimosia com burrice! Pô! Passar 365 dias pensando verde – com projetos, idéias, discursos, artigos, entrevistas, reuniões na cabeça – é um desgaste de energia, igual ou pior do que psicografar um livro de um espírito. Ouvir besteiras nos jornais televisivos chega até ser divertido, pois um Festival de Besteiras que assola a humanidade invade nossas casas, gerando desilusões que são repartidas com amigos na web. Um palpite errado na mídia vale por mil teses científicas!

Ora, se o Dia da Terra é para sensibilizar a sociedade sobre todas as problemáticas ambientais, e se ter iniciativas técnico-científicas, onde prevalece o conhecimento? Porque as decisões são tomadas por analfabetos? Como se poderá falar em desenvolvimento sustentável, para o próprio político que permite a devastação das florestas e a contaminação dos rios e oceanos? Mas em que raio de país vivemos que não se respeita as leis, a constituição, os decretos ambientais? Que iniciativa será capaz de impedir ou inibir a degradação de nosso espaço existencial planetário? Fumaça e poeiras no ar; coliformes fecais e resíduos em rios e mar.

Pelo que eu sei no Dia da Terra, - dia 22 de abril – nenhuma manifestação concreta – seja social, cultural, cientifica ou política – demonstrará bom senso para a sustentabilidade da vida dos terráqueos e toda biodiversidade ameaçada que permeia o meio ambiente.

A verdade é que no Dia da Terra, poderá se falar mais, ler mais, escutar mais ou mesmo ver mais noticia de intenções – sejam práticas legais –de defesa melhoramento e preservação ambiental. Porém, no dia seguinte, ficaremos 365 dias lutando, escrevendo, argumentando para que – infelizmente – as questões ambientais globais... continuarão engavetadas, em latência e insolúveis.

Já que a sociedade não consegue se motivar e mobilizar durante o dia de aniversário do planeta, acreditaremos que se possa mudar alguma coisa – durante outros 364 dias? Quantas ações, orações, reflexões, projetos, planejamento eco eficiente que objetivem economizar água, energia, reciclar resíduos, evitar poluição da biosfera e mananciais, serão oportunizados ( aos cientistas, OSCIPs, Fundações, ONGs ambientais) por nossos governos? A sociedade permanecerá alheia, sem escolhas, nem visão tecnológica da própria salvação planetária?

Extra-oficialmente – cá entre nós – no dia 22 de abril, prometo que não vou fazer nada! Quero me desligar, meditar, descansar e reunir energias para viver outros 364 dias de persistência ou insistência nas trincheiras de argumentos ambientais (repensando a paz! Plutônio, bombas!) se realmente estamos num ano bissexto.

Dr. Gilnei Fróes

terça-feira, 6 de abril de 2010

domingo, 21 de março de 2010

O desenvolvimento econômico dos países está estreitamente associado ao aumento da demanda energética.



E o “sol” é uma gigantesca estrela – fogão – (que aquece e ilumina) nessa energia cósmica, todos os dias, todos os povos. A vida do planeta Terra depende da radiação solar. Porém, tal como no “Raio X” não conseguimos vê-la, com exceção na refração da luz solar no fenômeno do “arco-íris em dias de chuva. (O arco-íris surge quando a luz solar sofre refração nas gotículas de água suspensas no ar atmosférico)

Portanto, sem sol (...não ocorre a “fotossíntese”, que armazena energia nas folhas, frutos e raízes!), nem as roupas secarão no varal, nem as células fotovoltaicas armazenarão energia. A energia solar justifica a origem de outras fontes energéticas anteriores e atuais: carvão, petróleo, gás natural, que tiveram origem nas florestas e animais-pré-históricos milenarmente fossilizados.

A “energia” (nestes depósitos acumulados) foi proveniente de processo natural proveniente do sol, constituindo combustíveis fósseis que fazem carros circular, cozinhar alimentos, produção industrial e gerar eletricidade.

Em retrospectiva histórica e análise futurista, profetizo que todos os países precisam investir em fontes de produção alternativa de energia. Energia limpa! E as maiores países potencias econômicas serão os países que investirem numa “matriz energética” ecológica: o biocombustível.

Essa matriz perfeita já existe! Está sendo desenvolvida por um brasileiro-empresário, - nosso parceiro – ironicamente no Campus de uma Universidade na China.

Quando vejo a disputa pelos “royalties” do “pré-sal”, parece que se assemelha a uma disputa por uma enorme herança, deixada pelo cadáver energético do petróleo que, tal como o carvão, não servirá para nada na hora do colapso, (...no auge das crises energéticas planetárias). Não há previsão quando ocorrerá eco catástrofes! Nem outros desastres naturais ( terremotos, tsunamis, tufões, enchentes), imprevisíveis, porém a sociedade se baseia numa tecnologia... que só determina poluição global e extermínio dos recursos naturais.

Há inúmeros problemas associados à opção geração de energia hidrelétrica. Há falta de pesquisas ambientais e de estudos científicos mais objetivos e conclusivos sobre o impacto ambiental quantitativo determinado por uma usina de grande porte. Mas eles são inúmeros!

Também, o brusco alagamento de extensas áreas de florestas, tem influência direta nos níveis de CO2 e metano (CH4) lançado para a atmosfera local, interferindo em mudanças climáticas regionais.

Consideramos que há inúmeros impactos ambientais no represamento de rios. E que estão associados ao tamanho e volume do reservatório. Dentre eles: tempo de residência da água e localização geográfica, sendo os principais: inundação de áreas agricultáveis, impedimento à migração natural de peixes, perda de riqueza flori - faunística, mudanças na fauna e flora aquáticas, perda de paisagens de valor eco-turístico ( como 7 Quedas), além de mudanças no regime hidrológico, alterações no transporte de sedimentos, proliferação de vetores de doenças de veiculação hídrica, perda do patrimônio arqueológico-histórico-cultural,(de milenares Sítios Arqueológicos) além de efeitos sociais na emigração da população local, gerando mudanças nas atividades econômicas locais.

Tudo indica – seja na canção ou profecias - que “o sertão vai virar mar,... e o mar vai virar sertão!

Os meios de comunicação vêm demonstrando que, de nossa trincheira ambiental, promovendo um APAGÃO GLOBAL, com ONGs co-irmãs, nosso destino planetário comum... ameaçadíssimo, na realidade está por um fio! ... e, nessa missão de eco eficiência planetária... não estamos sós! (Veja lista na capa de: www.ibfecoglobal.org )

Nessa contagem regressiva, dia 27 de março de 2010, lembramos e pedimos que ( às 20,30 horas ) desligasse a energia. Ela será desligada (... por uma hora!) por nossa vontade! É uma simples ação de conscientização batizada de “HORA DO PLANETA”.

Mas, questionando – numa reflexão fraternal – como será,... quando se esgotarem as fontes energéticas à sociedade global? Voltaremos a usar velas, fifós, lamparinas, lampiões, fogueiras ou os velhos cata-ventos da fazenda de nossos antepassados?

A energia é uma expressão, - indissolúvel do desenvolvimento - que se encaixa em qualquer teoria econômica dos séculos XVIII ao XXI e dos próximos... e mais ainda na prática ecológica!


Gilnei Fróes

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Quem vai desaparecer?

Princípio da precaução





O princípio da prevenção aliado ao princípio da precaução, de uso em direito internacional, continuam esquecidos pelos governos. Estes valores são valiosos e aplicáveis ao meio ambiente e seus seres.

Não basta o extermínio da Mata Atlântica e consentirmos com o assassinato de seres e povos da floresta Amazônica, (...perdendo áreas florestais diariamente), de um ecossistema raro e rico em biodiversidade de valor biotecnológico e farmacêutico imensurável. E mais: propício ao retorno de bilhões de dólares ao PIB brasileiro, sob a forma de essências naturais e medicamentos.

Por outro lado, há pseudo cientistas retirando nomes de espécies ameaçadas de extinção, considerando a criação em cativeiro como salvação da floresta, e servindo de desculpas para permitir a construção de projetos mirabolantes de gigantescas de barragens hidrelétricas na Amazônia, como alternativa imprópria para geração de energia.

O incansável desmatamento da Amazônia, servindo para curral de gado, vai permitir a plantação de eucalipto (“pínus” dos pampas), transformando tudo num imenso “Deserto Verde”.

Ora, o eucalipto promove a espoliação de toda a água. Porém, o DNA dos pássaros e animais silvestres, já sabe ser impossível viver sem água. A água é vital para a sobrevivência humana (... e dos animais) bemcomo para a conservação do meio ambiente. Embora seja considerada um recurso renovável, mais de um (1,5 ) bilhão e meio de pessoas no planeta não têm acesso a água potável. Qual a formula global de disponibilizar água para todos os povos? Será que apenas uma mudança na educação e hábitos de consumo, pode melhorar a gestão e conservação deste valioso recurso hídrico?

Assim, com o crescimento da atividade humana, acelerando a superpopulação e conseqüente ampliação da degradação ambiental representa enormes alterações no meio ambiente natural, em rápido e curto período de tempo. A sociedade não se preparou nem tem mais tempo suficiente para se adaptarem a todos as alterações, (...poluição de rios e oceanos; efeito estufa; aquecimento global; tufões e tsunamis; chuvas e enchentes) além de todas as florestas com muitas espécies ameaçadas ou extintas.

As estatísticas são falhas e mentirosas! Cerca de um quarto de todos os mamíferos estão na Lista de Extinção. Cada gênero e espécie que se extingue, cada ecossistema que desaparece afetam – cada vez mais – as propriedades de funcionamento e a capacidade do planeta Terra lidar com novas mudanças.

As ameaças de alterações climáticas são irreversíveis. Todas as evidências científicas apontam para a conclusão de que medidas mais rigorosas e maiores reduções de emissões atmosféricas são - obrigatoriamente - necessárias para a atuação ao nível das alterações climáticas.

A sociedade Civil – infelizmente - continua indiferente ao esforço global de ONGs, (...sem recursos econômicos!) mas de profunda lógica ecológica. Só a participação ativa (coletiva e efetiva) e financeira da sociedade, acreditando nos cientistas ambientais sem rótulos, pode ser o passaporte eco-eficiente para busca de soluções para nosso futuro comum ameaçadíssimo!

Infelizmente, todos os rios correm para o mar! E a continuada deposição e descarga irresponsável e incontrolada de resíduos e esgotos das cidades tornam os oceanos e paisagens naturais em incontáveis lixeiras aquáticas em expansão. Uma autentica sopa de resíduos perigosos (metais pesados, petróleo) aceleram a morte das algas, recifes e seres marinhos. Exterminamos o que nada se conhece e domina!

A falta de inovação tecnológica consagra a irresponsabilidade política (...usando métodos errados!) de gestão de resíduos. Ademais comprovam ser, em termos de saúde humana e ambiental, fator de gastos econômicos e socialmente ineficaz.

A sociedade consente em varrer o lixo para debaixo do tapete e jogar o pinico de coliformes em águas puras... comprometendo também o futuro dos aqüíferos.

Sob a ótica e ética de precaução zero, permitindo meterem o pé no traseiro de cientistas ambientais, a sociedade está na contagem regressiva... rumo a eco apocalipse!

Dr. Gilnei Fróes

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Crime ambiental na Costa Rica



Coisas absurdas realmente acontecem. Como o que aconteceu na Costa Rica, por exemplo. Poderia ser ficção – de péssimo gosto – mas não é. A fim de ganhar dinheiro, pessoas inescrupulosas catam ovos de tartarugas para vender. É isso ai, amigo. Acreditem se quiser. Abaixo as fotos para convencê-los do tamanho da infâmia. Evidentemente que as pessoas que estão fazendo a “colheita” do “produto” ganharão uma ninharia. Fazem isso para fugir da miséria. Os principais responsáveis pela barbaridade não mostram a cara. Às sombras vivem e, certamente, nelas enriquecem.







E Assim caminha a humanidade!!!

Manoel Soares Magalhães