terça-feira, 12 de janeiro de 2010

SOS... inteliciencia





Por Gilnei Fróes


A ”inteliciencia” é uma palavra de nossa criação, fruto da conjugação da inteligência. Uma vez na vida a usei pedindo o poder da “persistência (... e correta!) para jamais desistir,... apesar da vontade de chutar o balde! ... e ficar de boca calada e mente desligada! Bilhões de seres são assim! Roboticamente concordinos - sem opinião - vivendo por viver.

Desde a “gênese” há uma arqui-engenharia invisível de projeto planetário que o “bicho-homem” não entende... e tampouco atende! Os mecanismos naturais mais perfeitos funcionavam bem, até que o “homem-bicho” foi lapidando ferramentas para a sobrevivência e descoberta do “Poder”.

A ”Terra” é uma base planetária isolada num canto do universo. Somos visitados por povos de outras galáxias... sim! E agora há riscos desastrosos que a perspectiva cósmica comprometa os ciclos da existência de toda biodiversidade, por ecocídio de toda Natureza.

A continuidade da existência planetária e de seus seres é uma alquimia duvidosa. O "poder da ignorância" é gemelar da "ignorância do poder". E assim, travestidos de orientadores e governantes, o império ecológico do desgoverno da natureza... dominará o “status” do maior império econômico dos governos anti-natureza. Não há alternativas! Nem tratados, acordos ou declarações internacionais, mudarão a realidade eco-escravagista do Planeta Terra, sujeito às correntes (... ou grilhões!) da Economia.

Não atender as “necessidades do universo” simplesmente corresponde na criação de um “universo de necessidades” pelo rompimento do equilíbrio – irreparável – da Mãe-Natureza. A “matéria-prima do poder” político jamais transformará o ecológico “poder da matéria-prima” da Natureza... sem efeitos funestos!

Quando falo sobre um “manual de sobrevivência”, lembrando que a civilização voltará à “sobrevivência manual”, lembro que a palavra sobrevivência já esconde todos os processos, sistemas, mecanismos, objetos, princípios, utensílios, instrumentos da conquista humana, para defesa, preservação, manutenção e continuidade da vida terrestre.

Toda base de sustentação planetária – que nos mantém, sustenta e vivifica-nos – provém da base primordial do mundo vegetal. Não precisamos ser vegetarianos para entender que sem pasto, ração, (feno/ silo) não há filé “mignon”. Sem algas, plânctons e oceano limpo, não há crustáceos, moluscos, peixes que são alimentos de primeira linha... na cadeia alimentar.

Por isso, a falta de plantas e de uso da “inteliciência” – base da sustentação planetária – que movimentam os seres viventes precisa do mundo vegetal ativo, vivo, intacto. As plantas são indicativos valiosos da matéria-prima do desenvolvimento humano. Porém, também poderá ser o fim da raça humana. Pensem!

No caminho do viajante cósmico, a palavra “evolução” sugere organização e reflexão, coisas distantes do cotidiano das pessoas... infelizmente!

Imagine bilhões de seres humanos viajantes cósmicos – perdidos - sem suprimentos nem energia, sem medicamentos nem doutores, sem conhecimento nem cientistas, - literalmente perdidos – trafegando na contramão da estrada cósmica, sem alertas, sem saber sinais vitais, sem referencias e experiências, sem avisos prévios, sem pistas para prosseguir? A idéia, de qualquer perdido não é a de voltar ao ponto de saída? Se re-encontrar? Mas sem suprimentos nem medicamentos, sem roupas especiais, sem água, sem prevenção de futuro, o que fará a manada humana?

Infelizmente a competição humana não permite mais a correção da rota planetária . O valor do conhecimento não e conhecimento de valor para a sociedade.

Então o mais correto não é voltar ao ponto de partida? A Era das Cavernas! E pra la que nos vamos!... rapidinho! Ha uma sirene tocando. Meu "NO BREAK" alerta que acabou a energia. Teremos mais algumas dezenas dias de  conforto, luz e segurança. E a ultima garrafa de água gelada, pois o gerador tem combustível para poucas horas..., será degustada como essencia divina.

Depois,... queimaremos nossa árvores...nossos livros... e seja o que Deus quiser!

Vale lembrar "Raul Seixas" que disse: "Faze o que queres, pois tudo e da Lei".

Sem defesa, no além transmito que a "natureza da vida" precisa da "vida da natureza". Tudo tem um resgate. E tudo tem o preço. A modernidade dos lixos, os avanços dos resíduos da tecnologia, a poluição com novas e velhas drogas nos esgotos, rios e oceanos, matam todas as possibilidades de vida futura.

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