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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Mais de 125 baleias morrem na costa da Nova Zelândia




Cerca de 125 baleias morreram na Nova Zelândia após encalharem no fim de semana. Moradores locais, turistas e ambientalistas conseguiram salvar no domingo (27) 43 mamíferos que voltaram ao mar, na praia Colville Bay, ao norte de Coromandel. No sábado (26), em Farewell Spit, a oeste da cidade de Nelson, 105 baleias também morreram atoladas, segundo os agentes de conservação.

Os voluntários mantiveram as animais encontradas no domingo molhados durante todo o dia. “Das cerca de 63 baleias encalhadas, temos 43 vivas”, afirmou Ranger Steve Bolten, do Departamento de Conservação da Nova Zelândia.
Baleias encontradas no sábado (26) estavam fora d´água há muito tempo e foram sacrificadas (Foto: Steven McNicholl/AP)

“Da última vez que as vimos, estavam nadando saudáveis para o alto mar”, afirmou Lyn Williams, porta-voz das autoridades locais de preservação. “Uma delas deu à luz um filhote logo depois de retornar para a água”, disse.



Voluntários molharam as baleias durante todo o domingo (27) para garantir a sobrevivência dos animais (Foto: Steven McNicholl/AP)

Segundo o Departamento de Conservação da Nova Zelândia, a expliçação para o acidente pode ser o fato de uma das baleias ter ficado doente ou o sonar natural dos mamíferos ter levado o grupo para o raso.

Turistas e ambientalistas ajudaram a resgatar as baleias. 43 mamíferos conseguiram voltar ao mar. (Foto: Steven McNicholl/AP)

O acidente de sábado, em Farewell Spit, foi descoberto por um piloto de avião e apenas 30 animais estavam vivos quando os ambientalistas chegaram ao local. “Eles estavam em mau estado. Pelo tempo que temos lá dois terços deles já havia morrido e tivemos que sacrificar o resto”, afirma Hans Stoffregen, do Departamento de Conservação.

De acordo com Stoffregen, as baleias estavam fora d´água há muito tempo, “estava muito quente e elas estavam muito estressadas. Podíamos ver a dor e o sofrimento em seus olhos”, disse.



Outra baleia foi encontrada morta em uma praia próxima à região na noite de domingo e Stoffregen estimou que pode haver mais delas espalhadas pela costa.

As duas regiões registram com frequência casos de baleias encalhadas, principalmente no verão, quando os animais passam pela Nova Zelândia em direção à Antártica para reprodução.

Fonte: G1



sábado, 19 de dezembro de 2009

Melancólico fim





Os jovens, o futuro do Planeta, foram o ponto positivo na Conferência.

A Conferência de Cúpula de Copenhage terminou hoje. Deveria ter acabado ontem, mas, para não dar impressão de fracasso, os negociadores – que ficaram na Dinamarca cumprindo hora extra, rendendo os líderes mundiais que apressaram a saída - assinaram um acordo de intenções que não tem nenhum valor legal. Quem não cumprir o assinado não será acionado judicialmente. Um término melancólico, para não dizer trágico.

Manoel Soares Magalhães


PRÉ APROVAÇÃO DE ALGO QUE NÃO VALE NADA

Ontem, durante todo o dia, os chefes de Estado realizaram reuniões para tentar chegar a um acordo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encarnou o papel de mediador entre os ricos e os emergentes e recebeu, em seu hotel, Nicolas Sarkozy (França), Angela Merkel (Alemanha) e Gordon Brown (Reino Unido), além do premiê chinês, Wen Jiabao.

O brasileiro também pôs na mesa a possibilidade de "dar dinheiro" para o fundo que ajudaria países em desenvolvimento a adotar medidas pelo clima. "Estamos dispostos a participar do financiamento se nós nos colocarmos de acordo numa proposta final, aqui." Não funcionou. Por fim, tentou conciliar os gigantes poluidores, Wen e o americano Barack Obama, na busca de uma linguagem adequada para atender aos dois antagonistas, no texto final. À noite, todos os líderes deixaram Copenhague visivelmente insatisfeitos, embora com a certeza do acordo.

Durante a madrugada, o diálogo só piorou. O texto pré-aprovado por, no total, 30 países rios, emergentes ou em desenvolvimento, foi barrado por países como Tuvalu, Venezuela, Bolívia, Cuba e Sudão, para quem a adoção de um acordo com o qual não tinham colaborado não era uma opção. Houve intensos debates.

Já neste sábado, o presidente da Conferência, o primeiro-ministro dinamarquês Lars Lokke Rasmussen, fez uma pausa de algumas horas na sessão, para consultar com os advogados uma possível saída. O meio encontrado foi a "tomada de nota" que, de acordo com o diretor da ONG Union of Concerned Scientists (União dos Cientistas Preocupados, em inglês), Alden Meyer, significa que "há status legal suficiente para que o acordo seja funcional, sem que seja necessária a aprovação pelas partes".

O acordo pré-aprovado --que Obama definiu como "insuficiente"-- trazia como metas limitar o aquecimento global a 2ºC e criar um fundo que destinaria US$ 100 bilhões todos os anos para o combate à mudança climática --sem nenhuma palavra sobre metas para corte em emissões de CO2, a grande expectativa da cúpula, que era pra ser a maior do século.

O desacordo levou algumas delegações a afirmar que o impasse na cúpula do clima estava próximo do da rodada Doha. Um integrante da delegação sudanesa comparou políticas dos países desenvolvidos ao Holocausto, dizendo que o aquecimento global está matando gente na África.

Já ontem, diante do inevitável fiasco de Copenhague, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, convocou uma nova reunião para Bonn, na Alemanha, em junho. A próxima COP está marcada para dezembro de 2010 no México.

Fonte: Folha de S.Paulo

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Cúpula do clima termina sem acordo e líderes estudam nova reunião



No último dia da Conferência do Clima em Copenhague, o líder José Luis Zapatero, da Espanha, chega para sessão na manhã desta sexta-feira.

A 15ª Conferência da Mudança do Clima da ONU (COP-15), que ocorre em Copenhague, termina nesta sexta-feira (18) sem acordo entre países ricos e emergentes. Líderes optarão por fazer apenas uma declaração política, segundo fontes ouvidas pela Folha.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que há dois dias tenta mediar com o francês Nicolas Sarkozy uma saída do impasse, declarou-se "frustrado" em plena sessão plenária com líderes mundiais, em discurso antes da declaração final. Na plateia estão Barack Obama, Gordon Brown, Wen Jiabao, Angela Merkel e outros.

Lula fez também uma oferta de doação para um fundo global de combate à mudança climática, como antecipado pela Folha na última quarta-feira.

O secretariado da ONU responsável pela convenção do clima estuda convocar um novo encontro no próximo semestre, uma espécie de COP-15 "bis". Esta, segundo fontes que tiveram acesso à proposta, deve acontecer fora das mãos da presidência dinamarquesa.

A avaliação geral no Bella Center, sede do evento, é que a Dinamarca foi um redundante fracasso, dizem delegações de países emergentes e europeus ouvidas pela Folha. A crise de confiança provocada pela apresentação abrupta de uma proposta unilateral logo no início da conferência é uma das principais razões para o naufrágio da cúpula.

A versão de declaração que circula pelo Bella Center, resultante de horas de reunião entre os principais líderes mundiais, não estabelece metas de corte de gases-estufa para 2020. Fala-se apenas em uma redução de 50% das emissões até 2050 e genericamente de um fundo de US$ 100 bilhões para o mesmo ano, sem dizer de onde vem o dinheiro nem como ele será usado.

Em discurso duro, feito de improviso e longamente aplaudido, Lula enumerou as ações do Brasil e disse que o país estaria disposto a contribuir para um fundo se isso salvar a conferência.

"Não sei, se não fizemos até agora, um anjo ou um sábio descerá e colocará na nossa cabeça a inteligência que faltou até agora", afirmou Lula. "Todos nós poderíamos oferecer um pouco mais se tivéssemos assumido boa vontade nos últimos tempos."

O presidente também ressaltou os esforços dos países emergentes. "No Brasil tem muitos pobres, na África tem muitos pobres, na China e na Índia tem muitos pobres."

Já o americano Barack Obama, que tomou seu lugar no púlpito, criticou os países que não aceitam se submeter à verificação de suas ações --crítica velada à China. Os países desenvolvidos usam esse argumento para justificarem sua inação.

Minutos antes, Lula havia reclamado da "intrusão nos países em desenvolvimento e países pobres".

Fonte: Folha (CLAUDIO ANGELO/LUCIANA COELHO)
 
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Surpresos? Eu não. Confesso a vocês que desde o início da conferência  imaginava que o final seria esse, pautado por desacordos em vez de acordos. Péssimo para o Planeta que, se ainda não agoniza, está a caminho da UTI. Restá-nos continuar a mobilização, cada vez mais unidos. No âmbito mundial é quase nada, mas diante do tribunal de nossas consciências é muito.
 
Manoel Soares Magalhães

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O julgamento da história


Em entrevista coletiva hoje à noite, em Copenhage, Dinamarca, na Conferência do Clima das Nações Unidas, o presidente Lula disse que a união dos líderes das nações mais poderosas do mundo, na tentativa de chegar a um acordo no sentido de diminuir a emissão de gases nocivos à atmosfera, é imperiosa. Caso isso não seja possível, a história os julgará sumariamente.
O presidente francês, Nicola Sarkozy (foto), é da mesma opinião de Lula. Em seu discurso, ele defendeu a manutenção dos esforços para se atingir as metas estipuladas pelo Protocolo de Kyoto.
"As pessoas querem manter Kyoto, OK, vamos manter Kyoto. Mas vamos chegar a um entendimento político abrangente", comentou ele.
"Um fracasso em Copenhague seria uma catástrofe para cada um de nós. Se continuarmos desta forma, caminharemos para o fracasso".
As falas mais duras, hoje, em Copenhage, foram de Lula e Sarkozy, os quais não mediram palavras para sensibilizarem os líderes dos países ricos, os quais, embora seja o desejo do mundo, parecem não querer firmar acordo. A China, por exemplo, negou-se a chegar a um consenso sem abrir mão de sua posição. Por que? Ora, muito simples. Não quer mexer no bolso, e, sobretudo, não admite interferência em sua soberania. Uma das potências mundiais, cuja riqueza está sendo erijida graças a emissão de “veneno” à natureza, nega-se a entrar para a história graças a sua posição egocêntrica.
Os Estados Unidos e a própria China, dois maiores poluidores do mundo, apresentam posições antagônicas, com os Estados Unidos defendendo que as emissões chinesas possam ser vistoriadas internacionalmente e o governo chinês afirmando que divulgará os números, mas não aceita intromissões em sua soberania. E os EUA? Bem, todos nós sabemos qual será a posição do Tio Sam. Não muito diferente da firmada em Kyoto. O mundo ficará surpreso se medidas inteligentes forem adotadas, visando diminuir as emissões de gases. Vamos ver o que acontece até amanhã, último dia do encontro. Senhores, rezemos.

Manoel Soares Magalhães

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Belo e assassino, coral-sol invade costões em Ilhabela




Aos olhos do mergulhador visitante, a beleza do coral-sol, com seus tentáculos amarelos que parecem iluminados, some antes mesmo da segunda sugada de ar no regulador.
Basta lembrar o que os cientistas haviam dito sobre o animal antes de a exploração submarina começar: “Vamos observar uma espécie invasora, que mata os corais que só vivem na costa do Brasil”.
Membros da ONG Terra e Mar – Gilberto Mourão foi quem encontrou o invasor em São Paulo- e pesquisadores do Centro de Biologia Marinha da USP estão desde janeiro convivendo com essa espécie assassina, que pela primeira vez é detectada no país fora do Estado do Rio de Janeiro. Agora é oficial: os invasores estão migrando rumo ao sul.
O coral-sol não é o único estrangeiro em ação em águas nacionais. Levantamento inédito feito pela USP, que será divulgado em outubro, mostra a invasão de pelo menos outras 35 espécies marinhas.
Para ver o belo e assassino coral-sol, a reportagem da Folha, a bordo do barquinho Shark – com o professor aposentado da USP José Carlos de Freitas no comando -, mergulhou no litoral norte (o local exato é segredo para que curiosos não atrapalhem as pesquisas) na quinta-feira.
O inimigo estava lá, no costão rochoso, a profundidades que variam de 50 centímetros a 15 metros. O maior tapete coralino estava sob uma rocha grande, em uma zona que costuma ficar boa parte do tempo na sombra. Sem luz, os tentáculos dos pólipos (os indivíduos das colônias) ficam mais abertos.
O diagnóstico inicial confirma que, só em águas paulistas, essa espécie de coral originária do Indo-Pacífico ocorre em um triângulo de aproximadamente 25 mil metros quadrados.
No Rio, no canal de Ilha Grande, onde o coral é mais abundante, a invasão ocorre ao longo de 25 quilômetros.
Segundo Alberto Lindner, pesquisador do Cebimar e organizador da expedição, o coral-sol (gênero Tubastrea) é uma ameaça “porque ele mata o coral-cérebro” (Mussismilia hispida), uma das espécies que só existe no Brasil.
Registros dessa agressão, que ocorre porque o coral invasor cresce sobre o endêmico e promove a necrose dos indivíduos, foram feitos pela equipe de Joel Creed, da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). O grupo estuda a invasão do coral-sol desde 2000.
Outro risco potencial que pode ocorrer, segundo os cientistas, é também altamente impactante para a biodiversidade marinha brasileira. O coral-sol, segundo Lindner, ao ocupar o seu espaço de forma agressiva (ele se reproduz entre 12 e 18 meses, o que é bem rápido para um coral) afugenta os invertebrados marinhos e peixes que já viviam naquele local. ‘Isso pode ter até conseqüências econômicas, dependendo dos animais que são deslocados’, disse o pesquisador da USP.
A chegada do coral-sol, primeiro ao litoral do Rio de Janeiro, provavelmente há quase 20 anos, e agora há menos tempo em São Paulo, não é fruto de uma distribuição aleatória causada pelas correntes marinhas. A culpa, aqui, é dos navios que carregam petróleo.
“É praticamente certo que o transporte desses corais [ao longo do Sudeste] ocorra tanto por plataformas quanto pelos cascos dos petroleiros, que trazem óleo da bacia de Campos para os terminais de Ilha Grande e para o Terminal Marítimo Almirante Barroso, em São Sebastião”, diz Linder.
Relatos científicos, também feitos pela Uerj, mostram que as plataformas “off-shore” da Bacia de Campos, no final dos anos 1980, foram os primeiros pontos de desembarque do coral-sol no Brasil. Essa espécie emigrou do Caribe, onde chegou desde o Oriente nos anos 1940, e se alastrou pela região.

Pela raiz

Migração confirmada, o levantamento científico que teve início no mês passado vai aumentar. Segundo Lindner, expedições serão feitas nas próximas semanas desde a região da Ilha Anchieta (Ubatuba) até a Laje de Santos, ao sul.
Lindner defende a criação de uma estratégia de erradicação dos invasores tão logo o mapeamento esteja concluído, para evitar que o coral-sol continue a se espalhar pelo país. No Rio, a Uerj já se prepara para executar um plano radical de extermínio: com o apoio de pescadores de Ilha Grande, os pesquisadores tentarão raspar as colônias das rochas.

(Fonte: Eduardo Geraque / Folha de S.Paulo, publicado em 06/10/2008)

OBS: Os cientistas ambientais do projeto "SOS" Planeta Terra indagam: E o governo, porque não se manifesta e concede suporte logistico da própria Marinha para defesa de nossa riqueza oceânica?









Carta Aberta




Caros amigos,

Copenhague é a única chance de impedir mudanças climáticas catastróficas, e as negociações estão falhando. Somente a pressão pública massiva poderá salvar Copenhague. Assine você também está petição global histórica - clique abaixo:

Com apenas três dias para terminar, a Conferência de Copenhague está falhando.

Amanhã, os líderes globais irão chegar para um encontro inédito de 60 horas diretas de negociações. Os especialistas concordam que sem a pressão da opinião pública global por um acordo forte, o encontro não conseguirá impedir o aquecimento global catastrófico de 2 graus.

Clique abaixo para assinar a petição por um Acordo pra Valer - a campanha já conta com um número surpreendente de 11 milhões de apoiadores - vamos transformá-la na maior petição da história nas próximas 72 horas! Os nomes serão lidos diretamente na Conferência de Copenhague - assine no link abaixo e envie este alerta para todos os seus contatos!


A equipe da Avaaz está se reunindo diariamente com os negociadores em Copenhague e iremos providenciar uma entrega espetacular da petição aos líderes a medida que eles forem chegando. Os nomes serão colocados em um muro gigante de caixas e serão lidos um a um. Com a maior petição da história, os chefes de estado não terão dúvida de que o mundo inteiro está atento ao que está acontecendo.

Milhões de pessoas assistiram pela televisão a vigília da Avaaz dentro do encontro, onde o Arcebispo Desmond Tutu disse a centenas de delegados e crianças reunidas:

"Marchamos em Berlim e o muro caiu.

"Marchamos pela África do Sul e o apartheid caiu.

"Marchamos em Copenhague - e vamos conseguir um Acordo pra Valer."

Copenhague busca o maior mandato da história para deter a maior ameaça que a humanidade já enfrentou. A história será escrita nos próximos dias. Como nossos filhos vão se lembrar deste momento? Vamos lhes dizer que fizemos tudo o que podíamos .


Com esperança,

Ricken, Alice, Ben, Paul, Luis, Iain, Veronique, Graziela, Pascal, Paula, Benjamin, Raj, Raluca, Taren, David, Josh e toda a equipe Avaaz.

Lula embarcou para Copenhage em busca de acordo sobre o clima




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou ontem (15) para Copenhague, na Dinamarca, onde participará da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15). Até a próxima sexta-feira (18), negociadores de mais de 190 países terão a difícil missão de chegar a um consenso sobre o novo acordo climático para complementar o Protocolo de Quioto depois de 2012.

Chefiada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a delegação brasileira conta ainda com integrantes dos ministérios das Relações Exteriores, do Meio Ambiente, da Ciência e Tecnologia e da área econômica. O Brasil chegou ao evento, iniciado na semana passada, com o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 39,8% até 2020.

O país lidera o ranking de combate à mudança climática divulgado dia 14 pela organização não governamental (ONG) Germanwatch e pela rede Climate Action Network. Pela primeira vez desde que o indicador começou a ser medido, um país emergente ocupa a liderança, superando nações desenvolvidas como a Suécia, a Alemanha e a Noruega.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

COP-15: Meta é reduzir incêndios em 75% no Brasil



queimadas no Brasil

Todos os anos, aqui e ali, queimadas pipocam pelas matas do Brasil, muitas vezes destruindo parques nacionais e colocando em risco espécies vegetais e animais. Naquilo que depender do Ministério do Meio Ambiente, a intenção é que esta realidade mude. O MMA anunciou um plano de ações de combate às queimadas no País, com a meta de reduzir em 25% a área dos incêndios até 2010 e em até 75% no ano de 2013.
As medidas fazem parte da estratégia brasileira para diminuir as emissões de gases do efeito estufa em 39% até 2020 (resolução já anunciada para a 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), que acontece em Copenhague, na Dinamarca). Para tanto, o governo federal pretende investir R$ 20 milhões nesta área até 2011.Hoje, vale esclarecer, as queimadas representam entre 50% e 70% das emissões de dióxido de carbono (CO2) no Brasil.
E para combater tamanho estrago, o País possui apenas 2,8 mil brigadistas contratados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes para proteger as reservas ambientais. É uma gota num oceano. A intenção é que sejam contratados mais 2,5 mil profissionais nos municípios que atualmente não têm unidades do corpo de bombeiros. Outra medida será equipar as unidades estaduais com aeronaves, lanchas e viaturas para a criação de grupos específicos de socorro florestal.

Fonte: Agência Estado



Serra e Minc defendem etanol em Copenhage


Governador José Serra

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), defenderam o etanol hoje, em Copenhague, como uma das principais iniciativas do Brasil para reduzir a emissão dos gases que causam o efeito estufa. Durante evento paralelo realizado pela Aliança Brasileira pelo Clima, Minc afirmou que a comunidade internacional não tem mais motivo para duvidar da sustentabilidade da produção brasileira do combustível renovável.
"Fizemos o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar para garantir que nosso etanol seja 100% verde. Garantimos com isso que não haverá novas usinas de cana no Pantanal, na Amazônia, em áreas de vegetação nativa e que não vai haver queimadas", disse. Para o ministro, países que criticam o modo de produção brasileiro não têm mais motivos para criar barreiras comerciais ao etanol.
Minc também destacou a moratória da soja que, segundo ele, está sendo cumprida por 97% dos produtores da oleaginosa, que não desmatam mais para plantar. "A soja deixou de ser fator relevante de desmatamento da Amazônia", comemorou.
Serra argumentou que o modelo de desenvolvimento baseado em energia fóssil está em crise e considerou o etanol "um dos grandes cacifes do Brasil no plano internacional". Segundo ele, por causa do intenso uso de etanol, o Estado de São Paulo tem um quarto da emissão de carbono per capita da média brasileira. "Avançamos mais que outros países na área de energia renovável", afirmou. Serra disse, ainda, que a cada oito unidades de energia de etanol produzidas, utiliza-se apenas uma de energia fóssil, o que contribui para a redução das emissões de CO2.
Minc também destacou a participação do biocombustível na redução das emissões de gases com a substituição dos combustíveis fósseis pelo etanol. Por esse motivo, as metas de redução de emissões brasileiras são as mais arrojadas entre os países em desenvolvimento", disse. "Poderemos ser a ponte nas discussões entre as nações ricas e os países em desenvolvimento."





Carlos Minc
 
 
Fonte: Agência Estado

domingo, 13 de dezembro de 2009

Confrontos nas ruas e tentativas de acordo em Copenhagen




Na véspera do encontro de dezenas de ministros e altos funcionários do Meio Ambiente dos 192 países, em Copenhagen,  policiais e manifesfantes se defrontaram nas ruas. O clima ficou quente, exigindo muito da força de repressão. Indiferentes ao que acontece nos bastidores, os "homens" fortes  têm esperança de conseguir  acordos que possibilitem a diminuição da emissão de gases do efeito estufa.
Estes negociadores deverão preparar o caminho para que os 110 chefes de Estado e de Governo coloquem a base para encaminhar as negociações rumo a um documento juridicamente vinculativo sobre as emissões, a fim de substituir o Protocolo de Kioto, em vigor até 2012.
A conferência, que reúne entre 7 e 18 deste mês mais de 15 mil presentes, entre delegações oficiais, ONGs e imprensa, teve um duro enfrentamento entre os países ricos e em desenvolvimento em busca de recursos para mitigar as consequências da mudança climática nas nações pobres.
O porta-voz do G77, Lumumba Stanislaus Di-Aping, disse ontem à noite que "as coisas não vão nada bem. Com toda probabilidade, esta conferência vai a fracassar, devido às más intenções de algumas pessoas", em clara alusão à atuação do Governo dinamarquês como anfitrião da reunião.
Sobre os propósitos da Dinamarca na conferência, Di-Aping respondeu que não eram "nada bons".
O fundo destas declarações é uma minuta do Governo dinamarquês sobre a divisão das responsabilidades pelos efeitos do aquecimento global que vazou e que favorecia os países desenvolvidos nos preparativos sobre a redução de dióxido de carbono (CO2).
O choque de interesses entre China, que lidera o G77, e Estados Unidos na cúpula foi espetacular, principalmente devido à postura inamovível da China de não melhorar sua oferta de corte de emissões e a recusa de Washington de financiar medidas para que a China corrija os desmandos ecológicos em sua industrialização.
Sem um acordo entre estes dois países, que juntos contribuem com 40% das emissões globais de CO2, é considerado certo que fracassará em Copenhague o objetivo de conseguir um resultado vinculativo sobre as emissões.
A conferência também esperava hoje que a União Europeia alcance um acordo sobre o financiamento para mitigar os efeitos da poluição nos países em desenvolvimento.
A respeito, o movimento ecológico Greenpeace aplaudiu a proposta do grupo de 42 países ilhéus e litorâneos Aosis para que se alcance um compromisso vinculativo em Copenhague, que inclua uma profunda redução das emissões e um sólida financiamento para o mundo em desenvolvimento.
"Um acordo legalmente vinculativo, justo e ambicioso não só é essencial para a sobrevivência das nações menores e mais vulneráveis do planeta, mas para todos nós", disse o coordenador de política climática do Greenpeace, Martin Kaiser.

Fonte: UOL

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O rascunho (salvacionista) de Copenhage




Copenhage, hoje.

Pois é, segundo rascunho divulgado hoje em Copenhage, resultado de acordo da conferência da ONU sobre mudanças climáticas, fixa como meta mínima o corte de 50% das emissões de gases causadores do efeito estufa até 2050 (sobreviveremos até lá?).

Outros parâmetros discutidos dão conta de cortes na ordem de 85 e 95% até 2050, tendo como base o ano de 1990. Bem, ai seria acreditar em Papai Noel – crença absolutamente infantil.

O tal rascunho, que até transformar-se em texto oficial pode trazer ainda muitas surpresas – negativas, claro, diz ainda que a temperatura da Terra não deve aumentar mais de 1,5 ou 2 graus, tendo como referência o período inferior à era industrial.

Os países ricos, ainda de acordo com os “rabiscos”, têm de se comprometer legalmente, isto é, serem forçados pela lei a cortarem de fato – e de direito – suas emissões nocivas à natureza.

Quanto às nações em desenvolvimento, as medidas são mais brandas, porém devem tomar medidas eficazes no sentido de limitar o aumento de gases que causam o fatídico efeito estufa.

TECNOLOGIA

Anuncia ainda o texto que os países abonados deverão fornecer tecnologia e recurso no sentido de auxiliar à luta contra a mudança climática, enfatiza o texto, destacando ainda que as nações industrializadas, até 2020, devem pelo menos cortar as emissões de veneno à atmosfera em 25%, podendo chegar a 30%.

Bem, se não era exatamente o que o mundo esperava, o rascunho – que espero seja corrigido para melhor – deixa-nos um pouco mais tranqüilos.

Com relação a quem vai pagar a despesa, as “mal traçadas” linhas apontam os "cartolas" - não do universo futibolístico -  mas os (in) dignos representantes do imperialismo pós-moderno.

Manoel Soares Magalhães



quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Começa o encontro de Cúpula em Copenhage. Rezemos!




Os olhos do mundo, a partir de hoje, estão concentrados ao que acontece em Copenhague, Dinamarca, na Cúpula da ONU em defesa do meio ambiente, visando à redução de CO2. Dir-se-ia que, na história da humanidade, este 7 de dezembro têm de entrar para a história como a data que coroará de êxito encontro visando salvação do Planeta contra o aquecimento global. Não há hipótese, baseado nos últimos dados relacionados à mudança climática, de que isso não ocorra. Que enorme insensatez imaginar-se decisões que não sejam as de  diminuir a incidência de gases letais ao meio ambiente, colocando em risco o futuro da humanidade. Diante da gravidade da situação, pensar tão-só em lucros é fazer a opção pelo extermínio absoluto da vida saudável na terra. Um caso de lesa-Planeta inequívoco.

Portanto, 192 nações têm a missão de elaborar um novo acordo para conter o aquecimento global. Nos próximos 12 dias, membros da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas vão negociar a respeito da redução das emissões de dióxido de carbono (CO2), o principal gás causador da mudança climática. O encontro terá seu clímax em 18 de dezembro, quando será encerrado.

Espera-se que os grandes líderes das potências mundiais se façam presentes ao encontro, e se entreguem de coração às negociações, pensando sobretudo que a conversa é acerca de um Planeta que não lhes pertence, sendo, na verdade,  de todos os seres vivos, homens, animais, bichos, insetos e etc. Enfim, delicado sistema  de vida que necessita de condições saudáveis para poder desempenhar inteiramente seus respectivos potenciais na delicada teia da vida.

O presidente Lula, que pretende estar presente à Cúpula talvez dia 17, afirmou que, por causa da proposta do Brasil de diminuir as emissões de gases do efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020, os demais países começaram a apresentar números para a meta. Lula citou, especificamente, os Estados Unidos e a China.

No programa semanal de rádio "Café com o Presidente" que foi ao ar nesta segunda-feira, 7, Lula afirmou ser preciso tomar uma decisão agora e começar a trabalhar para reduzir o aquecimento global.

O presidente Lula está correto. Deixar para mais tarde é condenar às futuras gerações a viverem num mundo infernal. As pessoas de bem espalhadas pelo mundo inteiro não desejam que isso aconteça. Não é por outra razão, portanto, que nossas atenções estão voltadas para Copenhague a partir de hoje.

Rezemos, senhores, rezemos... Rezemos para que impere o bom senso.



Cúpula da ONU debaterá nos próximos doze dias um novo acordo para conter o aquecimento global

Manoel Soares Magalhães



domingo, 6 de dezembro de 2009

Cúpula de Copenhage sem Obama é piada


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, diferentemente do que fez seu antecessor, George W. Bush, pretende reverter decisões assumidas pelos EUA no que se refere à política de proteção ambiental. Entretanto, na cúpula do clima, que acontecerá em Copenhage entre os dias 7 e l8 de dezembro, o governo americano ainda não tem presença assegurada. Se outros chefes de estados se fizerem presentes, Obama participa, caso contrário fica em casa – o que seria uma catástrofe para todos nós.

Penso que, confirmando ou não a presença de outros líderes mundiais, Obama deve estar presente, sim, dando exemplo ao mundo de que, realmente, quer apagar a péssima imagem que os EUA passaram ao Planeta inteiro deixando de assinar o Protocolo de Kioto, tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa, considerado, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa do aquecimento global.

Em janeiro deste ano, Obama anunciou leis de proteção ambiental, entre elas, medidas para limitar o consumo de combustível e as emissões de gases estufa, como forma de tornar o país menos dependente do exterior em matéria energética. Tais medidas, assegurou, são voltadas para conter a ameaça do aquecimento global para evitar "catástrofe irreversível" e atos de violência.

A cúpula de Copenhague transforma-se, portanto, num grande momento de Obama, efetivamente, colocar em prática suas ideias, provando ao mundo de que os EUA realmente têm interesses em diminuir a emissão de gases letais à atmosfera. Quero crer que, ao contrário de Bush, um dos piores presidentes norte-americanos de todos os tempos, mal-intencionado “trapalhão”, Obama dará prova inconteste de que seus discursos são, realmente, merecedores de crédito.

Aguardemos, pois, a sucessão de acontecimentos. Difícil crer que os americanos, no delicado e grave momento porque passa o Planeta, deixem de cumprir tamanho dever, dando exemplo meritório aos demais chefes de estados presentes à cúpula, encorajando-os a diminuírem a emissão de gases poluentes – e letais! – à atmosfera.

Manoel Soares Magalhães

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Copenhague não terá acordo dos sonhos



Lula em Berlim hoje.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, durante visita a Alemanha, que não espera fechar "o acordo dos sonhos" na conferência da ONU sobre as mudanças climáticas em Copenhague, na semana que vem.


"Não vamos fazer acordo dos sonhos porque possivelmente até lá não aprofundamos a discussão na qualidade que queríamos aprofundar", disse, se referindo à reunião que irá discutir um substituto para o protocolo de Kyoto, o acordo que estabelece metas para redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa.


"Não vamos fazer acordo nem dos sonhos meus, nem dos sonhos da (chanceler alemã) Angela Merkel, nem de presidente de país algum, mas vamos ter acertos importantes para em 2015 avançar um pouco mais e ver a responsabilidade de cada um."


As declarações foram feitas durante entrevista coletiva após o encontro na manhã desta quinta-feira com Merkel, em Berlim.


Irã

Ao responder uma pergunta sobre as críticas à visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil, Lula afirmou que a comunidade internacional não deve pressionar o Irã no tocante ao programa nuclear do país.


Teerã vem sendo pressionado a aceitar um acordo apresentado em outubro pela Agência Internacional de Energia Atômica para enriquecer a maior parte de seu urânio na Rússia. Mas o governo do país já indicou que não aceita a proposta como lhe foi sugerida.


"O melhor e o mais barato para todos nós é acreditarmos nas negociações e termos muita paciência. Penso que tratar o Irã como se fosse país insignificante, aumentando a pressão sobre o Irã poderá não resultar em uma coisa boa", afirmou. "Temos que aumentar o clima de confiança (com o Irã) para poder sonhar com uma boa negociação", acrescentou.


Ele ressaltou ainda que o Brasil não aceita a utilização de armas nucleares.


"Temos aprovado na nossa Constituição brasileira de 1988 que é proibida a utilização de armas nucleares", observou.


Entretanto, Lula deixou claro que o Brasil concorda que o Irã faça uso pacífico da energia atômica.


"Temos enriquecimento de urânio para produzir energia elétrica e queremos o mesmo, e o que aceitamos para si, aceitamos também para o Irã", disse Lula.


A chanceler Angela Merkel observou que Brasil e Alemanha concordam nos pontos básicos de que Irã deve cooperar com os órgãos internacionais de controle de energia atômica.


Honras


No primeiro dia da visita de dois dias à Alemanha, Lula foi recebido com honras de estado pelo presidente alemão, Horst Köhler e almoçou com Merkel.


Durante o encontro com a chanceler, representantes de governo de Alemanha e Brasil assinaram acordos de parceria estratégica nas áreas de ciência e tecnologia, meio ambiente e cooperação econômica e empresarial.


A parceria entre os dois países inclui o apoio alemão nas áreas de segurança e infraestrutura, visando a realização da Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada do Rio de Janeiro. A chanceler alemã destacou que seu país pode auxiliar o Brasil por já ter a experiência da Copa do Mundo de 2006.


O trem-bala alemão está entre as soluções que o país oferece ao governo brasileiro. Lula viajará para Hamburgo a bordo de um dos modelos do veículo.


O objetivo dos alemães é vender o trem de alta velocidade para ser utilizado na linha rápida planejada para ligar o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.




Fonte: Estadão

O relógio do mundo




“A vida do planeta nada mais é do que o somatório das ações de cada ser que está nele mais a consequência de cada uma destas ações.”

Olhe agora para o relógio. Ligue seu cronômetro pessoal. O que você pode fazer em 1 segundo? Pense. E em 10 segundos? Já aumentou suas possibilidades; há quem corra 100 metros em menos. E em 1 minuto? Muita coisa pode acontecer.

Agora olhe a sua volta, o mundo é muito maior do que um indivíduo. Pense no planeta como um ser vivo, e que a cada segundo, assim como você, vai ter experiências próprias, vai sofrer mudanças e inevitavelmente envelhecer.
A vida do planeta nada mais é do que o somatório das ações de cada ser que está nele mais a consequência de cada uma destas ações. Nossas condutas diárias fazem a diferença no futuro deste mundo. É preciso cuidar dele.
Pense: a cada dia você não toma as medidas para cuidar da sua higiene, aparência, saúde e qualidade de sua vida? É sua rotina, não é? Você se cuida para viver mais e melhor. Pergunte a si mesmo, você faz o mesmo pelo planeta?
Volte ao relógio, apenas naquele primeiro segundo. Cerca de 10 toneladas de lixo são produzidas só nos Estados Unidos. Em 10 segundos já serão 70 toneladas. Neste mesmo tempo, somente 22 toneladas deste total foram recicladas. E a cada rodada do ponteiro do relógio os números vão crescendo.
Será que todos têm esta consciência? É preciso ter. Não há tempo a perder. É preciso fazer a diferença. Cuide do seu lixo.
Veja no link abaixo o relógio do mundo.

http://www.poodwaddle.com/clocks3.htm

Fonte: Portal do Governo do Rio de Janeiro

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Vigilia pela salvação do Planeta




A organização não-governamental, Avaaz.org, sem fins lucrativos, sediada em Londres, Nova York, Paris Washington DC, Genebra e Rio de Janeiro, cujo nome significa “Voz” em várias línguas européias e asiáticas, através de carta aberta à população mundial, pede atenção especial à Copenhague, em cuja capital acontecerá o encontro de líderes mundiais para discutir as condições climáticas no mundo. Na carta, a organização pede às pessoas aderirem à vigilia pelo Planeta, acessando http://www.avaaz.org/po/real_deal_hosts, para deixar o nome e  local onde será feita.

Leia a carta na íntegra:

Caros amigos,

Chegou a hora de agir. Daqui a poucas semanas os líderes mundiais se reunirão em Copenhague para discutir um novo acordo climático global.

A maior ameaça? Que entre a politicagem e a burocracia, o mundo se esquece o que está em jogo.

Então o plano é o seguinte: durante as negociações, organizar vigílias à luz de velas em cada canto do planeta, dando assim uma face humana à crise climática. Será a maior mobilização climática já vista, um evento que os líderes mundiais e meios de comunicação não poderão perder.

Para começar, basta escolher um bom local para a vigília e cadastrá-lo no nosso mapa. Organizar o evento é mais fácil ainda - basta trazer algumas velas e distribuir mensagens (que serão disponibilizadas por nós) para as pessoas se revezarem na leitura. Demora menos de uma hora para organizar - e os membros da Avaaz na sua área serão convidados a participar.

O clima precisa de nós, vamos reagir à altura.

Faltam poucas semanas para o momento mais importante na luta contra o aquecimento global. Nós não esperamos, nem admitimos, nada menos do que é necessário para salvar o nosso planeta.

Veja como cada evento vai fazer a diferença:

Pressão nacional - nas negociações globais cada país faz a diferença, para melhor ou para pior. O problema é que na maioria das vezes as negociações internacionais não são acompanhadas ao nível nacional. Portanto, eventos locais mostrarão aos governantes que no/em Brasil nós estamos atentos , e contamos com o poder de um movimento internacional coordenado para identificar e denunciar os países que boicotarem o progresso.

Mídia internacional - para gerar uma história para a mídia internacional é preciso colocar o mundo em ação. Precisamos mostrar aos jornalistas que este não é só mais um protesto: é um dia de ação global coordenado e em escala maciça. Nós já demonstramos que isto funciona – a nossa Hora de Acordar Global e o dia de ação 350, geraram uma enorme cobertura da imprensa internacional este ano. Durante as negociações de Copenhague o interesse da mídia será ainda maior. Milhares de vigílias em todo o planeta irão dar à este evento a escala que precisamos para ter um impacto midiático.

Registro fotográfico - Fotos das vigílias ao redor do mundo serão impressas e entregues aos negociadores e líderes globais em Copenhague. Eles são a prova de que pessoas do mundo todo esperam uma solução ambiciosa para o nosso planeta: um acordo climático pra valer. As fotos da ação serão colocadas na Internet para milhões de membros da Avaaz verem e também serão distribuídos para a mídia internacional.

O clima não pode esperar – todos nós podemos fazer a diferença.

Obrigado por fazer parte disso tudo,

Alice, Ricken, Ben, Taren, Iain, Graziela, Sam, Milena, Paul, Luis, Julius, Lisa e toda a equipe Avaaz.



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Preservação ambiental e direito dos animais motiva show em São Paulo




A ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais) realizará um show gratuito para sensibilizar as pessoas em relação aos direitos animais e à preservação do planeta, no próximo dia 13 de dezembro, no Parque da Independência (Museu do Ipiranga), São Paulo, a partir das 11h.


Grandes nomes da música brasileira, como: Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Fernanda Porto, Projeto Pequeno Cidadão, Palavra Cantada, Banda Stevens, Robson Miguel, Renato Teixeira, Fernando Anitelli, Gabriela Veiga, Galdino Octupus e Willians Marques (Teatro Mágico) já estão confirmados. A atriz Gabriela Duarte também estará presente para chamar a atenção sobre a necessidade de mudarmos nossas atitudes.


Durante o evento, o artista plástico ambiental Alexandre Huber pintará um grande painel, com ajuda das crianças, retratando animais marinhos (a vida nos oceanos).


O concerto “ANDA – Música e Consciência – pelos animais, pelo Planeta” terá 6 horas de duração e pretende disseminar, por meio da música e dos artistas, a importância de vivermos em harmonia.


Será o primeiro show no Brasil com a proposta de levar uma mensagem de convivência pacífica e ética com todos os seres. Os artistas dão um exemplo de consciência ao se reunirem para cantar e se apresentar sem cachê. Todo o evento foi construído com colaborações voluntárias.


O show está na agenda de São Paulo para o Encontro de Copenhague (representantes de cerca de 200 países estarão na Dinamarca entre os próximos dias 7 e 18 de dezembro para a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima).


O evento terá como mestres de cerimônia as atrizes Paula Ribas e Sttella Gulo Baster.


Serviço


Anda – Música e Consciência pelos Animais, pelo Planeta


Data: 13/12/2009


Horário: a partir das 11h


Local: Parque da Independência (Museu do Ipiranga) – São Paulo / SP


Entrada Gratuita


Idealização e realização: ANDA


Parceiros


Agência Produtora


Bureau Comunicação


Daniela Ribeiro – Comunicação e Eventos


Fabiana Cardoso – Produção e Eventos


Hábitos e Habitat


LWC Gráfica e Editora


Matilha Cultural


Restaurante Vegethus


Revista dos Vegetarianos


RV&A – Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação


São Paulo Turismo


Show Livre


Secretaria do Verde e Meio Ambiente


Surya Brasil


VEDDAS


Tokyo Design e Editorial


Fonte: Anda - Agência de Notícias de Direitos Animais

domingo, 29 de novembro de 2009

China promete reduzir "intensidade de carbono" em até 45%, até 2020


Brasília - O governo chinês anunciou o compromisso de reduzir até 2020 sua intensidade de carbono entre 40% e 45%, comparada aos níveis de 2005. A intensidade de carbono é uma mensuração própria do país e corresponde ao montante de dióxido de carbono emitido para cada unidade de seu Produto Interno Bruto (PIB). As informações são da BBC Brasil.


Em comunicado, o governo chinês explicou que se trata de uma
ação voluntária. “Esta é uma ação voluntária tomada pelo governo chinês com base nas suas próprias condições nacionais e uma grande contribuição com os esforços globais de combate à mudança climática", afirmou o comunicado reproduzido na agência oficial chinesa.




O anúncio foi feito há duas semanas da reunião da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague, na Dinamarca. A China é o maior emissor de gases que causam o efeito estufa, seguida pelos Estados Unidos. Os dois países são os que mais resistem em reduzir as emissões de gases de efeito estufa.




Nesta quarta-feira (25/11) a Casa Branca informou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai propor, em Copenhague, um plano de redução das emissões americanas de gases de efeito estufa em etapas, com cortes de 17% até 2020, 30% até 2025, 42% até 2030 e 83% até 2050. Obama confirmou sua presença na conferência.




As propostas feitas por China e Estados Unidos aumentam as expectativas de um resultado positivo na reunião de Copenhague. A cúpula tem por objetivo chegar a um acordo que substitua o Protocolo de Quioto, que não foi ratificado pelos Estados Unidos e expira em 2012. (Edição: Talita Cavalcante)


Fonte: Envolverde
http://envolverde.ig.com.br/#