quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dia da Terra




Como diz o gaúcho, “ala pucha tchê!” Qualquer idéia - de idealista - é um misto de teimosia com burrice! Pô! Passar 365 dias pensando verde – com projetos, idéias, discursos, artigos, entrevistas, reuniões na cabeça – é um desgaste de energia, igual ou pior do que psicografar um livro de um espírito. Ouvir besteiras nos jornais televisivos chega até ser divertido, pois um Festival de Besteiras que assola a humanidade invade nossas casas, gerando desilusões que são repartidas com amigos na web. Um palpite errado na mídia vale por mil teses científicas!

Ora, se o Dia da Terra é para sensibilizar a sociedade sobre todas as problemáticas ambientais, e se ter iniciativas técnico-científicas, onde prevalece o conhecimento? Porque as decisões são tomadas por analfabetos? Como se poderá falar em desenvolvimento sustentável, para o próprio político que permite a devastação das florestas e a contaminação dos rios e oceanos? Mas em que raio de país vivemos que não se respeita as leis, a constituição, os decretos ambientais? Que iniciativa será capaz de impedir ou inibir a degradação de nosso espaço existencial planetário? Fumaça e poeiras no ar; coliformes fecais e resíduos em rios e mar.

Pelo que eu sei no Dia da Terra, - dia 22 de abril – nenhuma manifestação concreta – seja social, cultural, cientifica ou política – demonstrará bom senso para a sustentabilidade da vida dos terráqueos e toda biodiversidade ameaçada que permeia o meio ambiente.

A verdade é que no Dia da Terra, poderá se falar mais, ler mais, escutar mais ou mesmo ver mais noticia de intenções – sejam práticas legais –de defesa melhoramento e preservação ambiental. Porém, no dia seguinte, ficaremos 365 dias lutando, escrevendo, argumentando para que – infelizmente – as questões ambientais globais... continuarão engavetadas, em latência e insolúveis.

Já que a sociedade não consegue se motivar e mobilizar durante o dia de aniversário do planeta, acreditaremos que se possa mudar alguma coisa – durante outros 364 dias? Quantas ações, orações, reflexões, projetos, planejamento eco eficiente que objetivem economizar água, energia, reciclar resíduos, evitar poluição da biosfera e mananciais, serão oportunizados ( aos cientistas, OSCIPs, Fundações, ONGs ambientais) por nossos governos? A sociedade permanecerá alheia, sem escolhas, nem visão tecnológica da própria salvação planetária?

Extra-oficialmente – cá entre nós – no dia 22 de abril, prometo que não vou fazer nada! Quero me desligar, meditar, descansar e reunir energias para viver outros 364 dias de persistência ou insistência nas trincheiras de argumentos ambientais (repensando a paz! Plutônio, bombas!) se realmente estamos num ano bissexto.

Dr. Gilnei Fróes

terça-feira, 6 de abril de 2010

domingo, 21 de março de 2010

O desenvolvimento econômico dos países está estreitamente associado ao aumento da demanda energética.



E o “sol” é uma gigantesca estrela – fogão – (que aquece e ilumina) nessa energia cósmica, todos os dias, todos os povos. A vida do planeta Terra depende da radiação solar. Porém, tal como no “Raio X” não conseguimos vê-la, com exceção na refração da luz solar no fenômeno do “arco-íris em dias de chuva. (O arco-íris surge quando a luz solar sofre refração nas gotículas de água suspensas no ar atmosférico)

Portanto, sem sol (...não ocorre a “fotossíntese”, que armazena energia nas folhas, frutos e raízes!), nem as roupas secarão no varal, nem as células fotovoltaicas armazenarão energia. A energia solar justifica a origem de outras fontes energéticas anteriores e atuais: carvão, petróleo, gás natural, que tiveram origem nas florestas e animais-pré-históricos milenarmente fossilizados.

A “energia” (nestes depósitos acumulados) foi proveniente de processo natural proveniente do sol, constituindo combustíveis fósseis que fazem carros circular, cozinhar alimentos, produção industrial e gerar eletricidade.

Em retrospectiva histórica e análise futurista, profetizo que todos os países precisam investir em fontes de produção alternativa de energia. Energia limpa! E as maiores países potencias econômicas serão os países que investirem numa “matriz energética” ecológica: o biocombustível.

Essa matriz perfeita já existe! Está sendo desenvolvida por um brasileiro-empresário, - nosso parceiro – ironicamente no Campus de uma Universidade na China.

Quando vejo a disputa pelos “royalties” do “pré-sal”, parece que se assemelha a uma disputa por uma enorme herança, deixada pelo cadáver energético do petróleo que, tal como o carvão, não servirá para nada na hora do colapso, (...no auge das crises energéticas planetárias). Não há previsão quando ocorrerá eco catástrofes! Nem outros desastres naturais ( terremotos, tsunamis, tufões, enchentes), imprevisíveis, porém a sociedade se baseia numa tecnologia... que só determina poluição global e extermínio dos recursos naturais.

Há inúmeros problemas associados à opção geração de energia hidrelétrica. Há falta de pesquisas ambientais e de estudos científicos mais objetivos e conclusivos sobre o impacto ambiental quantitativo determinado por uma usina de grande porte. Mas eles são inúmeros!

Também, o brusco alagamento de extensas áreas de florestas, tem influência direta nos níveis de CO2 e metano (CH4) lançado para a atmosfera local, interferindo em mudanças climáticas regionais.

Consideramos que há inúmeros impactos ambientais no represamento de rios. E que estão associados ao tamanho e volume do reservatório. Dentre eles: tempo de residência da água e localização geográfica, sendo os principais: inundação de áreas agricultáveis, impedimento à migração natural de peixes, perda de riqueza flori - faunística, mudanças na fauna e flora aquáticas, perda de paisagens de valor eco-turístico ( como 7 Quedas), além de mudanças no regime hidrológico, alterações no transporte de sedimentos, proliferação de vetores de doenças de veiculação hídrica, perda do patrimônio arqueológico-histórico-cultural,(de milenares Sítios Arqueológicos) além de efeitos sociais na emigração da população local, gerando mudanças nas atividades econômicas locais.

Tudo indica – seja na canção ou profecias - que “o sertão vai virar mar,... e o mar vai virar sertão!

Os meios de comunicação vêm demonstrando que, de nossa trincheira ambiental, promovendo um APAGÃO GLOBAL, com ONGs co-irmãs, nosso destino planetário comum... ameaçadíssimo, na realidade está por um fio! ... e, nessa missão de eco eficiência planetária... não estamos sós! (Veja lista na capa de: www.ibfecoglobal.org )

Nessa contagem regressiva, dia 27 de março de 2010, lembramos e pedimos que ( às 20,30 horas ) desligasse a energia. Ela será desligada (... por uma hora!) por nossa vontade! É uma simples ação de conscientização batizada de “HORA DO PLANETA”.

Mas, questionando – numa reflexão fraternal – como será,... quando se esgotarem as fontes energéticas à sociedade global? Voltaremos a usar velas, fifós, lamparinas, lampiões, fogueiras ou os velhos cata-ventos da fazenda de nossos antepassados?

A energia é uma expressão, - indissolúvel do desenvolvimento - que se encaixa em qualquer teoria econômica dos séculos XVIII ao XXI e dos próximos... e mais ainda na prática ecológica!


Gilnei Fróes

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Quem vai desaparecer?

Princípio da precaução





O princípio da prevenção aliado ao princípio da precaução, de uso em direito internacional, continuam esquecidos pelos governos. Estes valores são valiosos e aplicáveis ao meio ambiente e seus seres.

Não basta o extermínio da Mata Atlântica e consentirmos com o assassinato de seres e povos da floresta Amazônica, (...perdendo áreas florestais diariamente), de um ecossistema raro e rico em biodiversidade de valor biotecnológico e farmacêutico imensurável. E mais: propício ao retorno de bilhões de dólares ao PIB brasileiro, sob a forma de essências naturais e medicamentos.

Por outro lado, há pseudo cientistas retirando nomes de espécies ameaçadas de extinção, considerando a criação em cativeiro como salvação da floresta, e servindo de desculpas para permitir a construção de projetos mirabolantes de gigantescas de barragens hidrelétricas na Amazônia, como alternativa imprópria para geração de energia.

O incansável desmatamento da Amazônia, servindo para curral de gado, vai permitir a plantação de eucalipto (“pínus” dos pampas), transformando tudo num imenso “Deserto Verde”.

Ora, o eucalipto promove a espoliação de toda a água. Porém, o DNA dos pássaros e animais silvestres, já sabe ser impossível viver sem água. A água é vital para a sobrevivência humana (... e dos animais) bemcomo para a conservação do meio ambiente. Embora seja considerada um recurso renovável, mais de um (1,5 ) bilhão e meio de pessoas no planeta não têm acesso a água potável. Qual a formula global de disponibilizar água para todos os povos? Será que apenas uma mudança na educação e hábitos de consumo, pode melhorar a gestão e conservação deste valioso recurso hídrico?

Assim, com o crescimento da atividade humana, acelerando a superpopulação e conseqüente ampliação da degradação ambiental representa enormes alterações no meio ambiente natural, em rápido e curto período de tempo. A sociedade não se preparou nem tem mais tempo suficiente para se adaptarem a todos as alterações, (...poluição de rios e oceanos; efeito estufa; aquecimento global; tufões e tsunamis; chuvas e enchentes) além de todas as florestas com muitas espécies ameaçadas ou extintas.

As estatísticas são falhas e mentirosas! Cerca de um quarto de todos os mamíferos estão na Lista de Extinção. Cada gênero e espécie que se extingue, cada ecossistema que desaparece afetam – cada vez mais – as propriedades de funcionamento e a capacidade do planeta Terra lidar com novas mudanças.

As ameaças de alterações climáticas são irreversíveis. Todas as evidências científicas apontam para a conclusão de que medidas mais rigorosas e maiores reduções de emissões atmosféricas são - obrigatoriamente - necessárias para a atuação ao nível das alterações climáticas.

A sociedade Civil – infelizmente - continua indiferente ao esforço global de ONGs, (...sem recursos econômicos!) mas de profunda lógica ecológica. Só a participação ativa (coletiva e efetiva) e financeira da sociedade, acreditando nos cientistas ambientais sem rótulos, pode ser o passaporte eco-eficiente para busca de soluções para nosso futuro comum ameaçadíssimo!

Infelizmente, todos os rios correm para o mar! E a continuada deposição e descarga irresponsável e incontrolada de resíduos e esgotos das cidades tornam os oceanos e paisagens naturais em incontáveis lixeiras aquáticas em expansão. Uma autentica sopa de resíduos perigosos (metais pesados, petróleo) aceleram a morte das algas, recifes e seres marinhos. Exterminamos o que nada se conhece e domina!

A falta de inovação tecnológica consagra a irresponsabilidade política (...usando métodos errados!) de gestão de resíduos. Ademais comprovam ser, em termos de saúde humana e ambiental, fator de gastos econômicos e socialmente ineficaz.

A sociedade consente em varrer o lixo para debaixo do tapete e jogar o pinico de coliformes em águas puras... comprometendo também o futuro dos aqüíferos.

Sob a ótica e ética de precaução zero, permitindo meterem o pé no traseiro de cientistas ambientais, a sociedade está na contagem regressiva... rumo a eco apocalipse!

Dr. Gilnei Fróes

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Crime ambiental na Costa Rica



Coisas absurdas realmente acontecem. Como o que aconteceu na Costa Rica, por exemplo. Poderia ser ficção – de péssimo gosto – mas não é. A fim de ganhar dinheiro, pessoas inescrupulosas catam ovos de tartarugas para vender. É isso ai, amigo. Acreditem se quiser. Abaixo as fotos para convencê-los do tamanho da infâmia. Evidentemente que as pessoas que estão fazendo a “colheita” do “produto” ganharão uma ninharia. Fazem isso para fugir da miséria. Os principais responsáveis pela barbaridade não mostram a cara. Às sombras vivem e, certamente, nelas enriquecem.







E Assim caminha a humanidade!!!

Manoel Soares Magalhães

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010



SOS... cadê as árvores de Pelotas?




Por Gilnnei Fróes

A importância, o realismo – e o significado essencial da vida – ao se plantar árvores tem um imensurável poder universal de se RECRIAR VIDA em todos os países, em todas as raças, em todas as culturas e todas as sociedades do Planeta Terra.

Eis uma forma sagrada de UNIÃO E DEFESA dos indivíduos e dos povos. Homens, mulheres e crianças, precisam aprender, a reconhecer, - defendendo, plantando, conservando - que, no ato de semear, plantar árvores está parte das soluções para a crise (local e global) de poluição, de salvaguarda da biodiversidade e de conservação dos mananciais de água e da biodiversidade do meio ambiente no mundo.

As escolas, as universidades, as ONGs agem e ensinam que florestas fornecem não só proteção ao meio ambiente, mas também significantes opções de ganhos e sustentos globais para mais de um bilhão de habitante, seus vizinhos nas urbes e dependentes das florestas.

Árvores nos dão gratuitamente, em embalagem perfeita, uma série de alimentos e grande gama de produtos (madeira, frutas, sucos e bebidas, medicamentos) e serviços (seqüestro de carbono, sombra, urbanismo e ajardinamento, controle de erosão, preservação de mananciais de água, fertilidade do solo, móveis, casas).

É liquido e certo: sem árvores a vida humana e animal no planeta tornam-se insustentáveis, derivando para inviável e apocalíptico.

O coletivo de árvores, - florestas – assumem um importante papel cultural, social, espiritual e recreativo em muitas sociedades. Em alguns casos, elas são integralmente fundamentais para a forma, definição e sobrevivência dos povos indígenas e culturas tradicionais.

Florestas e árvores são simbolicamente importantes na maioria da história das religiões do mundo. Árvores simbolizam continuidade histórica, elas unem terra e céus e, em várias tradições, é moradia para bons e maus espíritos e para a alma dos ancestrais. Isto sem falar na árvore da vida.

Florestas exercem um importante papel oferecendo oportunidades de recreação e conforto espiritual nas sociedades modernas. Elas são poderosos símbolos universais, uma expressão física de vida, de crescimento e vigor à população urbana e rural. Produtos medicinais elaborados de (frutos, resinas, flores, sementes, cascas) ajudam na prevenção e cura de doenças, e aumentam fertilidade. Árvores ocupam posição de destaque em discussões de comunidades e casamentos. E em muitas sociedades, elas são plantadas no nascimento de crianças e em enterros.

De qualquer forma, plantar árvores é uma forma de renascimento de vida. E estas ações devem ser cultivadas em todas as escolas e lares. Diz um provérbio, que aprendi com gregos: "Uma sociedade cresce bem quando homens velhos plantam árvores das quais nunca aproveitarão as sombras."

Quem sabe a confraria dos amigos do “Café Aquário”, liderada pelo Dr. Humberto Satte Allan pode ficar imortalizada na cidade, dedicando horas- nos finais de semana – plantando algumas árvores em margens de rios? Eu também estarei presente! As mudas de árvores regionais ganharão de viveiros municipais ou de outros parceiros.

Pelotas é notória pela falta árvores e de matas ciliares. Os meus “Amigos de Pelotas” podem pensar em participar de nosso projeto “SOS” Planeta Terra? As árvores são as sementes do projeto “SOS”. Aliás, - como nós - crescem sós! E a sós florescem e vão parindo frutos que nos alimentam. Mas fabricam e nos dão o oxigênio grátis de cada dia. Sós, sempre sós, vão nascendo nas ruas e avenidas, nas praças, parques e jardins; e mais sós nos pátios de nossas casas. Vivem sós nas planícies, montanhas, florestas tropicais ou com neve absoluta. E crescem para despertar nossa autoconsciência, anestesiada no cotidiano de poluição, degradação... sempre crescentes!

Os avanços da tecnologia vão ajudar! Mas sem árvores nada sobreviverá. A propósito, quem replantará os Ipês Roxo da Rua Osório? Ou, esperaremos que no futuro algum “robô” governante provará que (...com aplicação de C&TI e Gestão Ambiental) a inteligência artificial será superior à natural?

Assim, conversando, - à beira de algum rio da cidade - lembraremos nomes de alguns amigos que já viajaram para a eternidade espiritual... que também um dia nos aguarda.

Mas, com certeza, as árvores ficarão!